terça-feira, 21 de julho de 2009

Mensagem do Formando


"Acabo de vencer uma grande batalha, seu apoio foi o impulso desta vitória, nela aprendi a lutar e nunca desistir dos sonhos, por isso cheguei até aqui. Agradeço à Deus e a todos que contribuíram para o meu sucesso. Muito obrigado, a vitória também é de vocês!"

sexta-feira, 17 de julho de 2009

E quando não restarem os parentes distantes, o Senhor me tomará os próximos?

Enquando passava o serviço no final da tarde de hoje fui surpreendido com uma ligação do meu irmão trazendo a má notícia de que meu avô havia atendido o chamado de Deus.

Meu avô, pai do meu pai, meu padrinho, aquele senhor gentil que havia me prometido uma vaquinha para quando eu crescesse...

Na última vez que o visitei, em dezembro passado ele já se apresentava bastante frágil. O tempo é mesmo implacável, mas nem isso tirava o sorriso do rosto dele quando via um rabo de saia.

Por morarmos em cidades distantes isso nos manteve um pouco afastados, mas isso não diminui o carinho e admirição que tenho do homem que criou o homem que me fez e me educou para tornar o ser humano que sou.

Deus, que seja feita a sua vontade.

Adrenalina a mil!

Você já esperimentou acordar com adrenalina a mil, sem sequer estar sonhando que esta pulando de paraquedas (sem paraquedas)? Foi o que aconteceu comigo esta manhã. Para tanto bastou ouvir a doce voz da minha mãe dizendo:
- Bruno, o interfone está tocando, acho que é pra você.
Só isso é o suficiente para que você dê um pinote de cima daquela rede gostosa na qual você se encontra enrolado dos pés a cabeça com o seu lençol preferido. Então você a responde pedindo para informar a alma madrugante lá embaixo que você já está "descendo". Com a adrenalina a mil você começa a pensar mil e uma coisas ao mesmo tempo: com que roupa eu vou, cade minha bota, e pra voltar? E esse despertador, porque não me acordou na hora? Ainda bem que sabendo que correria este risco, tudo estava ali separadinho lado a lado. Em um instante a roupa de dormir é arrancada e arremessada para algum lugar, espero que não tenha passado pela abertura da janela, arremesso esse que já foi imendado com um mergulho dentro da farda que tava ali prontinha. Para completar tudo sua mãe, em tom de ironia se despede dizendo:
- Vá pra farra!!!

Um pouco de calma por favor, pois na noite anterior é que reside a raiz do problema. Antes de fechar os olhos e dormir inocentemente me lembro de estar super orgulho de mim, pois a exemplo de Jesus Cristo eu resisti a várias tentações e investidas dos meus "amigos" para entrar na boate e la ficar até amanhecer o dia e vir trabalhar direto, virado a noite!
E agora, aqui no ônibus que vai me levar ao trabalho, tive que interromper esta dissertação para comprimentar um dos bandidos que mais fortemente tentou me convencer a permenecer na empreitada de ontem a noite. Ouvir a resenha do negócio com direito a efeitos sensoriais e tudo mais. Me refiro ao cheio de fumaça de cigarro que você só consegue quando está na boate e o bom e velho bafo de cachaça. Depois de ouvir tudo, a conclusão que fui induzido a aceitar é a de que: é claro que eu perdi tudo, pois foi ótimo! Mas também escapei de uma provável furada de olho. Mundo pequeno esse...

Que sejam retiradas as aspas acima impressas pois eles são mesmo grandes amigos, estimam minha companhia e por isso tentaram me convencer a não deixá-los oferencendo como recompensa a promessa de uma noite de diversão.

Mas trabalho é sagrado, e no meu muita responsabilidade é exigida, mas isso já é outro assunto. Lembre-se: se for dirigir não beba, mas se for beber, hoje a noite já estarei de volta!

Sent by my Nokia E71.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O que é a vida?

Outro dia eu estava me perguntando para quem eu escrevo tudo que tem aparecido por aqui. A resposta veio imediatamente: para mim mesmo! Afinal de contas quem mais se diverte e sente bem falando sobre assuntos que eu gosto?

Essa noite eu estou sentindo algo estranho; primeiro de tudo eu não gosto de falar sobre sentimentos; segundo eu alcancei muito do que muitos gostariam de conquistar, mas você já se sentiu sozinho na multidão?
Hoje a noite eu estava reunido entre amigos, em confraternização, mas parecia que eu estava em outro planeta. É verdade que tenho visto e lido muito sobre o espaço sideral nestes últimos dias (próximo dia 16 completa 40 da chegada do homem à Lua), mas acho que ainda não estou doido, mas não deve faltar muito. Pode ser que eu esteja perdido agora que meu principal objetivo, perseguido nos últimos 7 anos, foi alcançado? O que será de mim daqui pra frente? Preciso me encontrar... Quero um desafio diferente de tudo, quero ir ao próximo nível, todos dizem que tenho potencial, talvez precise me auto afirmar.
Quando assunto é vida pessoal eu nunca acerto mesmo, acho que preciso de uma nova estratégia, quem sabe um Hitch para me trazer conselhos eficazes.
Precisava tocar Always agora? Esse telefone é muito covarde!

Eita! Falando besteira aqui esqueci de responder a pergunta que dá título a este tópico.

Existem inúmeras respostas para esta pergunta, em "engenherês" esse é um sistema com infinitas soluções. Hoje, para mim, é uma sucessão de eventos de períodos definidos previamente por algo ou alguém ou até mesmo pelo caso, mas que depende de ações que aconteçam em cada um desses intervalos, podendo ser definidos ou não. Mas quando cada ciclo se fecha, um novo recomeça imediatamente, cheio de novidades e surpresas. Tudo muda!
Acho que isso é que me aflinge, uma nova era está começando e meus objetivos não estão claros para mim. Quero corrigir muita coisa da era anterior, renovar tudo! Como diz o título de uma canção b-side do Bon Jovi: "Starting all over again". Preciso recomeçar tudo, desde o pricípio, tudo corretamente, sou muito perfeccionista, as vezes, para passar por cima de certas coisas. Mas como "Sometimes heroes have to lose" (River Run Dry - Bon Jovi) eu aceito minhas derrotas, e suas consequências, certo de que são o custo do aprendizado. Porque não então sorrir até mesmo quando se erra ou perde? Lembre-se da experiência e conhecimentos adquiridos.

Já me sinto melhor!

Sent from my Nokia E71

segunda-feira, 6 de julho de 2009

É melhor viver do que ser feliz?


Essa foi a conclusão que chegamos Pedro Luccas e eu, co-autores deste post. Conclusão que nos inspirou a escrever este tópico neste dia chuvoso, onde planejávamos viver um pouco na praia, caminhando, jogando frescobol, tomando água de côco e claro, observando as belezas naturais que sempre estão presentes na praia.

O recado que temos a dar é o de que não adianta buscar a felicidade, pois ela sempre corre de nós e nós, sempre corremos atrás dela. Acreditamos que as coisas simples da vida tem um imenso poder de atração para a felicidade tão buscada.

Noite passada, relembrando os nossos esforços para alcançar essa tão sonhada felicidade, e revendo como todos acabaram em meio ao nada. Quantos projetos não foram por água abaixo por que acreditamos que a felicidade não estaria alí, quantos amores não foram perdidos, mesmo depois de tantos esforços para mantê-los fortes, vivos e eternos; quantos sonhos não foram adiados?

Depois de tantas experiências vividas & frustradas somos unânimes em concordar que só basta viver, um pouquinho que seja, com o pouquinho temos, com as pessoas que realmente não querem nada de nós apenas nossa companhia para rir das coisas simples da natureza, para fazer coisas realmente simples, mas de grande significado para a alma.

Deixamos a dica: se quer fazer, faça! Não se importe com ninguém; se quiser ir, vá! O melhor são as experiências que traremos da nossa jornada e os nossos queridos sempre estarão de braços abertos para nos receber; se quer falar, fale, escreva, faça uma foqueira e mande um sinal! Pode ser que não se tenha outra oportunidade e com certeza você não terá nada a perder, apenas saberá que o outros sabem o que você pensa. Afinal de contas, quando é para falar à você eles falam mesmo. E quanto a amar: opte por amar à Deus e a você, acima de todas as coisas, em seguidá virá a sua família, alicerce de tudo o que você sabe e é; e se ouver espaço, permita-se ser amado, mas o seu amor, só o ofereça a quem fizer por merece-lo.

Isso não é um conselho nem uma lição de vida, é apenas a fórmula que decobrimos, onde viver é muito melhor do que ser feliz!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O início de uma nova era


Em janeiro de 2002 estava sendo divulgado o resultado do vestibular da UFRN daquele ano. Surpreendentemente, para alguns e para mim também, este autor teve seu nome listado para a turma do primeiro semestre do Curso de Enegenharia Mecânica, classificado em 2º lugar. Era o primeiro vestibular que prestava e ser aprovado logo no primeira tentativa foi motivo de alegria e orgulho para toda família e amigos.

As aulas iniciaram em maio deste mesmo ano, muitas novidades, muitas frustações, muitas decepções... a maior de todas foi descobrir que tudo que foi aprendido na escola não era bem verdade, a visão do nível superior é um pouco diferente, operações simples como somar e subtrair tinham uma roupagem diferente, agora se falava em limites, derivadas e integrais, operações matemáticas que até então pareciam ser coisas de outro mundo, mas e a física, tão querida? As fórmulas mudaram de variáveis, aquele sorvete não era mais tão doce, junto com as novas operações matemáticas mostraram que a natureza não era tão simples de ser modelada matematicamente. Geometria Descritiva que o diga, a primeira reprovação foi uma lição e tanto, não era mais possível levar os estudos como nos tempos do Ensino Médio, era necessário estudar, buscar o professor para tirar dúvidas, sacrificar alguns finais de semana e por aí vai.

Superado os primeiros desafios, tudo caiu numa rotina suportável, a vida se tornou corrida com as demandas domésticas e principalmente os trabalhos da AVS, todos conciliados com os horários da faculdade, até o ponto que se tornou inviável. Cheguei a conclusão que os estudos me trariam um futuro mais próspero, e até hoje espero ainda não estar errado.

Numa sexta-feira de junho de 2004 eu escrevi para o Capitão Gurgel pedindo para sair, queria me concentrar nos estudos.

Por ironia do destino, três meses antes eu tinha prestado um concurso para a Petrobras, para o cargo de Operador, pois era o único cargo que não exigia formação técnica, assim, na segunda-feira, logo após ter sido destituído do cargo de Diretor Financeiro da AVS, durante uma aula de Estatística Aplicada, em meio a um monte de dados de amostragens e curvas de distribuição normal, o colega Danyel Homem, perguntava se eu sabia algo sobre o referido concurso, a resposta foi negativa, já que eu acreditva não ter sido aprovado. Foi quando ele me mostrou a lista de aprovados e lá constava meu nome, número de inscrição, pontuação e um número 20 que eu julgava ser a classificação. Mas até então, no edital só mencionava uma vaga.

Na hora do almoço eu comentei o ocorrido com minha mãe e esta se encheu de esperança. A tarde voltei para a aula e a noite, quando regressei para casa, havia uns 3 telegramas da Petrobras me convocando a comparecer à sua sede, com um monte de documentos e tudo mais...

Esse foi o início de um período bastante complicado na minha vida acadêmica. De cara eu perdi o semestre que estava cursando, pois tranquei tudo até que meu destino se definisse. Passei o segundo semestre de 2004 frequentando o curso de formação e de alguma maneira concialiando o horário de duas disciplinas, heróicamente consegui passar. Fato que não veio a se repetir nos semestre seguintes, iniciaram-se as rotinas de embarques e nas folgas eu só queria descansar e me divertir, assim uma série de reprovações se sucederam. Somado a isso não pude contar com a compreensão de alguns professores, especialmente a professora de Resistência dos Materiais II. Mas por um lado isso foi bom, eu provei a ela que poderia transpor essa enorme dificuldade e depois de um trancamento e duas reprovações por falta e percorrendo milhares de quilômetros, isso mesmo, tinha semana de embarque em que trabalhava a noite, durante o dia eu voltava três vezes a Natal para não perder suas aulas e provas, sempre com sono e dormindo quase nada. Lembro do quanto Clóvis admirava a minha força de vontade e determinação. Ao final consegui, e com fôlego renovado segui em frente com a universidade. As dificuldade não diminuíram, mas de alguma maneira eu ia levando a universidade, sozinho, sem amigos e colegas com quem pudesse contar para formar um grupo para fazer os trabalhos.

No final de 2007, passagens para os Estados Unidos compradas, o professor de Elementos de Máquinas I optou por adiar a apresentação dos projetos, desse modo eu fiquei impossibilitado de fazê-lo e na data que ele escolheu eu estaria a 8000 milhas da universidade. Mas valeu a pena, tirei férias de verdade e trouxe na bagagem uma coisa muito interessante que aprendi com Demetrius: "New Years Eve Resolution". Algo como resolução de ano novo. Simplestemente eu traçei um obejtivo e tinha até o final do ano para alcança-lo. Simples assim. E o que eu prometi a mim mesmo? Concluir a universidade o mais rápido possível. E quando eu digo uma coisa...

No primeiro semestre de 2008 me matriculei em 7 disciplinas, todas que eram possíveis e permitidas, resultado: Aprovado em todas, 4 delas por média. Aquilo era fantástico, pois sozinho eu tinha conseguido tudo isso, sem sequer desembarcar uma vez sequer. Até ali eu vinha me matriculando em 3 a 5 disciplinas por semestre e sem o rendimento esperado. A partir daí eu passei a ser visto com outros olhos, e não mais aquele "playboyzinho" que vivia faltando aula. Minhas notas estavam sempre entre as melhores da sala.

Veio o segundo semestre e com ânimo renovado com os resultados do semestre anterior eu me matriculei em 8 disciplinas, infelizmente não era o suficiente para concluir o curso, mas me deixaria a um semestre disso. Nesse semestre descobri novos amigos, as pessoas já me procuravam para formar grupos, foi um semestre letivo muito especial. Uma experiência acadêmica diferente, ir a aula passou a me dar prazer.

Lembro-me quando Leonardo perguntava se eu não tinha amigos na universidade... até então eu não tinha. Mas finalmente consegui conquistar amigos na universidade, e esses com certeza chegaram na hora certa, são verdadeiros e certamente serão meus amigos por muito tempo.

Com o início do último semestre letivo, em fevereiro último, veio aquela ansiedade. Será que vai dar certo, rapidamente se formou a comissão de formatura, veio a assintura do contrato. Nem acretiva que estava vivendo aquele momento, eu era agora formando, tinha uma festa para pagar, uma lista de convidados para fazer; parece que naquele túnel escuro agora se podia ver uma luz.

Nesse momento estou a duas provas de ficar de férias para sempre, mas estou tão entusiasmado que posso dizer que o sucesso nelas é inevitável. A imagem acima é a capa do nosso convite que recebi a poucos dias para verificação e aprovação, mesmo não estando muito bonito nas fotos eu fiquei muito emocionado.

Por fim, eu gostaria de afirmar que ficaria muito feliz se pudesse receber os cumprimentos de todas as pessoas que passaram pela minha vida na noite do dia 27 de agosto no auditório da Reitoria da UFRN, data da colação de grau. Início de uma nova era em minha vida.